terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A fadinha depressiva


Entre os matos, roseiras e a carniça de um pobre cachorro morto, caminhavam a Fodinha, ops “fadinha”, a pobre fadinha andava trôpega, cansada da vida e dos homens que a fizeram novamente chorar rios de lágrimas. Estava aos prantos carregando um biscoito que com R$ 0,65 centavos, capturou da prateleira empoeirada do Base. Sua vasta e oleosa testa tomava uma sutil cor de caju maduro pronto para ser degustado, tudo isso por efeito do sol que fazia. Aliás, Fadinha adora ser degustada!
Com um humor invariavelmente sombrio, fadinha entra em sua rua, joga sua franja loura “natural” para o lado e ensaia passos top model. A alegria das crianças catarrentas correndo pela rua, chutando o asfalto e arrancando tampão do dedo, a incomoda profundamente e com um brusco movimento, abre o portão adentrando a varanda de sua casa. Corre ao seu quarto e se joga na cerâmica gelada, onde lá se levanta, põe uma música do Bruno e Marrone pra tocar e da gaveta metodicamente organizada, retira uma flor, e ao som de “Seu guarda seja meu amigo, me bata me prenda, faça tudo comigo, mas não me deixes, ficaaaar sem elaaaaaa...” (ela = órgão sexual masculino...). Com a flor, Fadinha arranca pétalas por pétalas, _Bem me quer, mal me quer, bem me quer... Olha para o chão cheio de pétalas e põe-se a chorar, _poxa, sacanagem, eu só me fodo! Olha para um objeto cilíndrico ao seu lado e expressa um bucólico sorriso, acompanhado da ressalta: _Também me fodem! Numa cena dramática e melancólica, Fadinha deita sobre as pétalas de flores espalhadas ao chão. Estende a mão e de baixo da cama segura um diário, onde lá ela, relata fatos de sua infância, abre numa página onde tinha 5 anos de idade e, eu “o editor” vou relatar com minhas próprias palavras:
Quando aos 5 anos de idade, Fadinha era uma pessoa feliz. Certa tarde fazia um lindo dia! O sol aquecia com deliciosidade a pele áspera e ressequida daqueles que na rua brincavam alegremente, conversavam e sorriam por não ter mais o que fazer da vida, ou seja, o sol causava câncer de pele naquele bando vagabundos. Mas Fadinha brincava com seu poodle na varanda da casa. Também lavando seu piruzinho e abria a fimose do animalzinho peludinho.
Fadinha pôs ao poodle, o nome de Scarlet Monett, ela adorou o nome, mas o pobre poodle, por ironia do destino, este era um poodle macho e heterossexual. Fadinha o abraçava, o beijava e há más línguas que dizem que ela abusava do pobre animalzinho, mas não vem ao caso...
Fadinha beijou o poodle e disse:
_Mamãe já volta nhen nhen nhen...
O Poodle estava puto da cara! Não tinha mais moral alguma com nenhuma das cadelinhas, que presenciavam aos risos os abusos de Fadinha!
Vendo que Fadinha deixou o portão entreaberto o poodle resolve dar seu grito de liberdade, porém lá de dentro surge Fadinha trazendo em uma mão a ração como forma de recompensa por algum serviço, noutra, uma cenoura. O poodle Scarlet arregala os olhos e sai em disparada rumo a qualquer lugar, desde que longe daquela tarada, porém ao chegar ao beco, um ser, muito mais esquisito e sem noção do que Fadinha o captura, era uma verruga gigante, não! Talvez o corcunda de Notredame, não! Srack? Não! Mas o que haveria de ser aquele ser gordinho, feio e de aspecto jocoso? Era a Carvoeira! Pobre Scarlet, para sempre sentirá saudades de sua antiga dona! E Fadinha, ah a pobre criança estava aos prantos na rua. Seus gritos ecoavam pela 7, 5, 3 e também na 1. Fazendo até mesmo as collegas Clarinha, Delivery Bafão, Ivonete Canivete e tia Xica (também conhecida como PMM), sair à rua para saber de onde vinham tão agudos sons que ecoavam no vento cálido... A cena marcou a história da 7, “quem sequestrou Scarlet Monett?”
As recordações fizeram com que Fadinha chorasse ainda mais. Arrastou-se pelo chão até chegar ao computador, levantou-se e entrou na internet, onde on-line acessou um site cujo nome se dá por “manhunt”. Fadinha, muito cansada, diz em alto e bom som, _hoje eu encontro meu príncipe encantado!
Logo ao entrar, um ser de aparência desfavorável lhe chama para conversa, dizendo incessantemente “oi, oi quero sexo...”, ao ver a foto, Fadinha não reconhece, mas o ser da conversa era nada mais, nada menos do que a Carvoeira! Novamente aquele mini-Frankstein do interior cruzava seu caminho, mas, quando Fadinha soube que a Carvoeira também peida na farinha, desistiu da conversa e procurou outro perfil mais adequado para a realização de suas fantasias sexuais...
No site, Fadinha encontra certa pessoa que assume ter um dote maior que seus legumes que em outrora teria utilidade de salada, também outras pessoas cortam em rodelas para colocar sobre os olhos, na falsa esperança de curar das olheiras e espinhas... Anima-se com a informação e corre ao banheiro para fazer sua higienização retal (me nego entrar em detalhes. A coisa é muito baixa, o que é isso!!!)
Marcado o encontro, sendo este no mesmo ambiente onde por vez, diz que estuda. A Fadinha sempre tão depressiva e melancólica parecia estar tomada por frescor e alegria. Já na entrada pegou uma flor e sem arrancar pétala alguma a lançou ar e gritou, _ele me quer...
O encontrou no bloco “tal” e ao ver o dito cujo, se surpreendeu com sua beleza, não tinha dentes, mas tinha outras coisas boas e avantajadas dentro dos parâmetros sórdidos da agora, Fadinha alegrinha...
Ela disse que conhecia uns esquemas bons para que pudessem armar a barraca... Então, maliciosamente ela sugere o banheiro dos deficientes físicos, dizendo:
_É um banheiro grande, confortável, com vista pro Areal e tem até papel higiênico.
Tendo a resposta do tal amante:
_Mas e se um aleijadinho quiser utilizá-lo? Só tem este aqui por perto!
_Ah, se eles realmente estiverem apertados, correm para outro...hahahahaha
Ele se espanta com tamanho humor negro daquela nefasta criatura e diz que não quer mais nada com Fadinha, mas ela grita:
_Eu fiquei mais de uma hora no banheiro fazendo minha preparação, não venha desmerecer minha xuca!
Ele se vira e vai embora, deixando Fadinha na mão, ou melhor, nos dedos! Melhor ainda, todos os dedos e mãos!
Fadinha sai do banheiro e encontra um cadeirante puto de raiva e todo molhado. Sai sem graça e ensaia uma mancada... Segue seu destino, segue sua vida, numa pegação ou noutra, força um sorriso.





>>>>O poderoso editor esclarece que a maioria os fatos são estórias criadas nessa cabecinha bondosa e inquietante, mas tem seu fundo de verdade, diga-se de passagem, o fundo da Fadinha, dizem ser muito fundíssimo! (se me permitem o superlativo).

>>>Ah, terminei agora, 02:02. Vou postar e depois passo pra correção ortográfica.

6 comentários:

  1. Quem será essa criatura insólita Delivery Bafão? Será que eu conheço? Pela descrição, ela mora na minha rua!! Seria a dona de um carro vermelho? Ou a do carro branco?

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  2. Delivery Bafão não tem carro, e ainda por cima adora Rebeldes!
    [palavras do editor]

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  3. Rapaz... Isso é um dispautério! Todas as descrições remetem ao belíssimo, famoso e dedicado aos amigos Manollo Man, meu brother!
    Ele não vai gostar nada de saber desse disparate.

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  4. Man? =/
    hummmm, tudo bem... tuuuudo bemmmm...

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  5. Gente... esse "bafão" já tem dono... ou seria dona?
    Enfim... me disseram quem é a Fadinha... mas me descreveram como FODINHA DEPRESSIVA!!!
    But...
    Injustiças a parte... prefiro não comentar quem é o dono desse belíssimo apelido!
    hsuahsuahushaus

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